segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Não me provoca...


.. ou eu mordo vc!!!
;p

Mesmice


Não gosto de mesmice.. de rotina.. de ter certeza do que vai acontecer ou ser falado. Todos somos muitos em um, homens e mulheres, porque mudamos a cada novo respirar.. precisamos disso pra viver! Se a vida é inconstância, só vive de verdade quem acompanha seu ritmo.. E quem não gosta de inconstâncias e mudanças?? Bom.. vieram apenas para passar, sem deixar nenhuma marca...

A beleza da vida está em poder ser muitos, sem deixar de ser você mesmo...

( By: Angel - Comentário que deixei no Blog Bem-me-quer-Mal-me-quer )

Quando me sinto afundando...


... indo cada vez mais fundo...
... me lembro de que há pessoas que me amam e têm fé em mim, e um Deus
no qual eu tenho fé e que me sustenta por Sua mão, me levando a lugares altos e de vitória...
... e então, meu medo acaba, pois sei que logo verei a superfície novamente...

Silêncio

" É tão vasto o silêncio da noite na montanha. 
É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.
É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.
 A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes.
 Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.
 Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.
 O coração bate ao reconhecê-lo.
 Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.
 Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.
 Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.
 Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.
 Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.
 Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma."
(  Clarice Lispector )

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mudandoo


Bom, pessoal..
Como todos podem ver, estou passando por mudanças novamente por aqui..
Conto com a compreensão de todos.. e também com as criticas e opiniões.
Estou ainda criando um novo banner, pensando em um outro fundo para o Blog.. mas por enquanto vai ficando assim... ^^

Beijos!! E obrigada pelo carinho!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

' Que não seja imortal...

.. posto que é chama...
Mas que seja eterno enquanto dure... "
( Vinícius de Moraes )

Vai durar pouco.. apenas a eternidade toda... depois acaba...

Eu sou assim...


... Não sou cérebro pra pensar demais...
... Não sou músculos pra ter muita força...
... Não sou pernas para caminhar por aí...
... Nem braços fortes, para carregar o mundo...

Não... eu não sou nada disso...
Sou apenas uma coisinha.. só uma..
Sou coração!
Inteira coração!
Nada mais além de coração!

E isso tudo que não sou acaba sendo tão pequeno.. porque o que sou é o bastante!
Então não me peça para me dividir em muitas partes...
... pra me fragmentar...

Porque sou inteira coração...
... sempre fui...
... Sempre serei!!

Não me divido!
E nem adianta argumentar que preciso ser mais que isso, porque sei que não preciso...
Ser coração me basta.. todo o resto é apenas complemento...
.. ou nem isso...

... Pois sendo apenas coração sou e sinto tudo aquilo que todo o resto não é capaz de me tornar juntos:
CoMpLeTa!!

( By: Angel )